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Ravinas: Angola pouparia 800 mil dólares com uso de Bioengenharia

Nos últimos tempos, tem sido frequente a criação de ravinas em todo o país, muita vezes causadas pelas fortes enxurradas, que ao se concentrarem em uma determinada área tendem a causar grandes escavações.

Ravinas: Angola pouparia 800 mil dólares com uso de Bioengenharia

Angola precisa de Bioengenharia para acabar com as ravinas. Dentre as várias ravinas no país, vamos destacar a da Centralidade do Zango 8 000, em Luanda, em especial no presente artigo.

 

Trata-se das ravinas localizadas nas imediações da Centralidade do Zango 8 000, que estão a tirar o sono de muitos moradores, pois pelo estado em que se encontram, ameaçam a integridade dos edifícios do Bloco A da referida centralidade.

 

O engenheiro, Angelino Kissonde, sugere que se faça uma intervenção imediata no domínio da macrodrenagem, como forma de evitar que estas ravinas coloquem mais vidas em perigo.

 

A situação actual, causada pelas ravinas da Centralidade do Zango 8000, é de facto um grande “tira-temas”, uma vez que elas expõem completamente o sistema de abastecimento de águas, fibra óptica, bem como a degradação parcial da estrada perto do edifício A15, essa situação tende a agravar-se caso caia chuva.


Porém, a falta de intervenção para dar solução a este grave problema, preocupa o engenheiro, Angelino Kissonde, que pelo impacto das centralidades na vida da sociedade angolana, considera ser urgente e necessário que se faça uma intervenção.


O engenheiro de construção civil sugere que se por algum motivo, quer financeiro ou outro qualquer, que impede de se fazer a manutenção integral das ravinas, que se faça de forma faseada, atacando o problema pela cabeça, usando tipos de solos de empréstimos como é o caso do pedregulho, para dar uma solução rápida ao problema.

 

Como forma de conclusão, Angelino Kissonde alerta sobre a necessidade de se fazer recurso à Bioengenharia para estancar as ravinas da melhor forma possível, e não como tem sido hábito fazer recurso a técnicas de engenharia civil, com principal realce ao betão armado.


Uma solução com betão armado e terraplanagem custa em médio 1.000.000 dólares norte-americanos, ao passo que com a Bioengenharia, o problema seria resolvido por um custo médio de 200.000 dólares.


A título de exemplo, o engenheiro cita países como o Brasil, Colômbia e a Argentina que são fortes no estancamento de ravinas, fazendo recurso à Bioengenharia.