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Estudante proibido de entrar na escolar por ter o cabelo comprido

O jovem angolano, Adilson Kanuko, viu a sua entrada na instituição em que estuda impedida pelo facto de possuir cabelo comprido.

Estudante proibido de entrar na escolar por ter o cabelo comprido

Adilson Kanuko é residente na província da Huila e frequenta a 11ª classe na escola de formação de professores Magistério Comandante Liberdade.


Kanuko foi impedido de entrar na escola, consequentemente, de assistir as aulas e ter acesso ao exames por apresentar-se de cabelo comprido e não de cabelo como comumente é verificado nos jovens do gênero masculino. O argumento apresentado para o impedimento de sua entrada na instituição foi que o cabelo comprido manifesta princípios de delinquência.


O professor David Boio, abordando sobre o sucedido, encara a situação com bastante tristeza e considera o caso como um acto de ignorância por parte dos profissionais da educação. O professor faz ainda questionamentos sobre a sociedade que se está a construir e acredita que poderá vir a ser também um dia impedido de dar aulas por ter deixado o cabelo crescer.


“Assim os [Professores] Chocolat Brás Mbau Panda como é que dariam aulas com os seus cabelos compridos? Tenho de me preparar para ser impedido em dar aulas, pois também aderi a vida de delinquente por ter deixado o cabelo crescer escreveu.


Recorde-se que o cabelo, para os africanos, sempre constituiu uma forma de identidade cultural, e serviu como uma forma de se opor aos colonizadores que rapavam o cabelo do africano com o objectivo de inferioriza-lo, matando, desse modo, parte da sua identidade e cultura.