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SAIBA MAIS SOBRE: A PRESIDÊNCIA DE ANGOLA NA OPEP

Por: Fernandes de Chagas, Investigador Económico e Contabilista pela UCAN.

SAIBA MAIS SOBRE: A PRESIDÊNCIA DE ANGOLA NA OPEP

A liderança de Angola no OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) não foi em função da produtividade de barril de petróleo dia (bpd), foi em função da rotatividade (ordem alfabética) que há entre os países membros de estarem na liderança e desta vez Angola foi contemplada depois da Argélia, como também pela próxima ronda será um outro país por conta da característica da organização.

 

Actualmente há uma dicotomia com a liderança de Angola nessa organização, há quem mostre um certo cepticismo e há quem defenda a continuidade no cartel. Porém, por um lado, vale debruçar que, a parte mais importante é que a OPEP tem muitos players árabes que nesse momento influenciam no comportamento desse lacónico e potencial mercado, por isso fica muito em conta nesse período para atração de investidores em onshore como um dos meios também de rentabilização e massificação económica.

 

É peremptório permanecer no cartel e na presidência, porque fora dela há poucas oportunidades de competição e pouco palco para actuação e subsequentemente uma possível marginalização aquando das políticas de aumento da produção da OPEP+ (árbitro principal) em 75.000 bpd nos posteriores períodos.


Haja força para aguentar essas mexidas de quem tem o oligopólio no mercado. Cumprir regras sem a participação nelas é preferível cumpri-las com a participação.


Por outro lado, Angola como membro líder da OPEP poderá não dar muita atenção nos factores de produção interno em que 95% das sua receitas é proveniente do sector petrolífero, por conta dos deadlines que serão exarados pelo cartel.

 

Uma desatenção nesse aspecto influencia abnegadamente nos níveis de produção a nível interno, por isso para essa liderança os renomados especialistas deverão criar um plano contingencial para colmatar a atenção que o país dará para à organização.


Espera-se com veemência que essa liderança traga para o país além da experiência, outros stakeholders que possibilitem o aumento e a expansão desse sector. Toda essa benfeitoria deve refletir do ponto de vista microeconómico uma utilidade marginal e um custo de oportunidade para as famílias e as empresas, porque esse é o foco dessas aberturas a nível global.


Vale também esgrimir que a entrada na OPEP não provoca o licitamente petrolífero, o deslocamento da economia monetária e financeira, muito menos a volatilidade vertiginosa da inflação, antes pelo contrário, bem aproveitada é uma oportunidade para catapultar a economia angolana, mostrar apetência de gestão em alarmantes organizações, fidelizar a liderança e o nome para os próximos mandatos e uma correlação para o desenvolvimento humano e sustentável para o país.

 

Nesta ordem de ideia, é crucial que essa liderança e todas suas políticas engendradas no cartel depois reflitam mormente na vida do pacato cidadão, caso contrário tornar-se-á obsoleto.